Covid-19: diferença entre máscara de proteção e respirador

Máscara de proteção e respirador

O sistema respiratório é uma porta de entrada para diversos microrganismos e substâncias prejudiciais ao corpo humano. Uma das principais formas de transmissão do novo coronavírus é justamente pelas vias respiratórias, sendo essencial evitar aglomerações e se manter especialmente atento a outras situações que podem colocar o indivíduo em contato com pessoas que podem estar contaminadas.

A máscara de proteção respiratória e o respirador são Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) que tem se destacado como principal aliado para prevenir o contágio pelo novo coronavírus, causador da chamada Covid-19 — uma síndrome respiratória aguda que pode se tornar bastante grave. Com o avanço da doença, que tem uma elevada taxa de transmissão, diversas cidades brasileiras têm tornado obrigatório o uso da máscara respiratória.

Com o aumento da procura por EPIs respiratórios, é natural que surjam muitas dúvidas a respeito de como usar a máscara de proteção respiratória corretamente, bem como sobre os diferentes tipos de proteção existentes. Uma das questões mais comuns é referente ao uso de respiradores e as diferenças entre esses dispositivos de segurança e as máscaras, que se tornaram tão populares e necessárias.

Máscaras de proteção respiratória: qual a importância e os tipos?

Como foi citado, a transmissão da Covid-19 ocorre principalmente pelo ar ou pelo contato direto com secreções contaminadas. Diversos estudos apontam que a maioria das infecções ocorreu a partir de pessoas assintomáticas, e o uso das máscaras de proteção respiratória garante a presença de uma barreira física que impede tanto a entrada de partículas contaminantes quanto evita que elas se espalhem caso o usuário esteja com o vírus.

Existem diferentes tipos de máscara de proteção respiratória, sendo que as mais utilizadas pelos profissionais de saúde são as chamadas N95 — que são descartáveis e protegem contra agentes biológicos em procedimentos com risco de projeção de fluidos corpóreos potencialmente contagiosos. Em meio à pandemia do novo coronavírus, entretanto, praticamente todos os modelos têm sido utilizados.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divide as máscaras em três categorias: máscaras de proteção de uso não profissional, máscaras cirúrgicas e equipamentos de proteção respiratória (categoria em que se encontram os respiradores). Entenda melhor as particularidades de cada um desses dispositivos a seguir:

Máscaras de proteção não profissional

As máscaras de pano, que atualmente são muito usadas pela população para contornar a escassez de EPIs associada à pandemia, são o melhor exemplo de equipamento de uso não profissional. Muitos especialistas afirmam que não é possível ter certeza de que o tecido possui capacidade de filtrar o vírus e, por isso, este tipo de máscara não é recomendado para profissionais de saúde e demais pessoas que estão em contato direto com indivíduos contaminados.

Para a população em geral, entretanto, este item tem sido considerado bastante eficiente para evitar uma contaminação pelo novo coronavírus. O recomendado é que as pessoas utilizem o dispositivo sempre que precisarem sair de casa para ir ao mercado ou frequentar qualquer outro local considerado essencial. Além disso, o distanciamento social é indicado para prevenir a disseminação da doença.

Máscaras cirúrgicas

As máscaras cirúrgicas são confeccionadas em tecido médico-hospitalar, e possuem uma manta filtrante capaz de reter gotículas e microrganismos. Esse é um EPI devidamente testado e aprovado conforme as Normas Regulamentadoras vigentes. O indicado é que seja utilizado preferencialmente por profissionais de saúde e assistenciais, bem como por pacientes que apresentam sintomas de infecção respiratória como:

  • Febre;
  • Tosse;
  • Dificuldade respiratória.

Equipamentos de proteção respiratória

Os equipamentos de proteção respiratória são EPIs que cobrem nariz e boca, proporcionando uma vedação sobre a face do usuário. Este dispositivo possui um eficiente filtro capaz de reduzir a exposição do profissional de saúde a contaminantes químicos ou biológicos. Também chamados apenas de respiradores, esses equipamentos podem ser encontrados em diferentes modelos, que podem ser tanto descartáveis como reutilizáveis.

Os respiradores são capazes de reter gotículas, além de proteger contra aerossóis contendo vírus, bactérias e fungos. Os do tipo descartável apresentam vida útil consideravelmente curta, e são identificados pela sigla PFF, significando Peça Facial Filtrante. Os respiradores do tipo reutilizável, por outro lado, demandam baixa manutenção e contêm filtros especiais que precisam de reposição periódica.

Dentro do ambiente hospitalar, os respiradores utilizados pelos profissionais devem ter um filtro mínimo do tipo PFF2/P2 ou N95. No primeiro caso, a eficiência de filtração é de 94%, enquanto os respiradores N95 apresentam eficiência mínima de filtração de 95%.

Qual a diferença entre máscara de proteção e respirador?

Como foi possível observar, portanto, as principais diferenças entre a máscara de proteção e o respirador são referentes à função, indicação e funcionamento de cada dispositivo. As máscaras de proteção não profissional bloqueiam as partículas, e devem ser utilizadas apenas pela população em geral como forma de se proteger da Covid-19. Além disso, elas evitam a disseminação da doença caso o paciente esteja carregando o vírus sem saber.

Os respiradores, por sua vez, são capazes de filtrar as partículas contaminantes presentes no ar. Levando em consideração essa definição, as máscaras do tipo N95 e tomas as demais que possuem capacidade filtrante são classificadas como “respirador”, embora sejam popularmente chamadas de máscara. São, portanto, máscaras de proteção respiratória, EPIs essenciais não apenas para proteção conta o novo coronavírus, mas em todas as situações que um trabalhador fica exposto a aerossóis, vapores ou gases perigosos à saúde.

Outros EPIs contra Covid-19

Além das vias respiratórias, a Covid-19 é uma doença que pode ser transmitida pelo contato direto com superfícies e pessoas contaminadas. Isso significa que indivíduos que encostam em objetos que podem conter gotículas do vírus também podem contrair a doença e colaborar diretamente para sua disseminação. Por isso, quem precisa utilizar itens compartilhados (como carrinhos de supermercado e maçanetas) pode utilizar luvas descartáveis.

Profissionais que trabalham nos serviços essenciais devem se atentar especialmente ao uso de EPIs contra o novo coronavírus, que variam conforme sua área de atuação. Em suma, quem trabalha em supermercados precisa utilizar máscaras de proteção e luvas descartáveis. Profissionais de saúde que lidam diretamente com pacientes, por sua vez, precisam utilizar também óculos de proteção e aventais de segurança.

Para saber mais sobre as diferenças entre máscara de proteção e respirador, bem como o uso de EPIs durante a pandemia da Covid-19, preencha o formulário abaixo e receba todo o material informativo elaborado regularmente pela SafetyTrab.

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