EPIs podem ajudar na proteção do coronavírus

EPIs prevenção coronavírus

Com um surto iniciado na China no final de 2019, o coronavírus (Covid-2019) tem se espalhado ao redor do mundo e causado preocupação em todos os países — e o Brasil certamente não está fora da zona de risco de contaminação da doença. Por isso, desde o final de janeiro deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem recomendado a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para proteção contra coronavírus, especialmente para quem atua nas fronteiras do País.

Uma vez que a principal forma de contágio é pelo ar ou por meio do contato com secreções contaminadas, as principais medidas de prevenção são referentes a evitar o contato com pessoas que apresentam sintomas da doença, bem como evitar lugares fechados e com multidões, lavar as mãos com regularidade e utilizar máscaras de proteção em ambientes em que pode haver pessoas contaminadas.

O que é o coronavírus?

O nome coronavírus diz respeito a uma família de vírus que causam infecções respiratórias. Os primeiros agentes deste grupo capazes de adoecer seres humanos foram isolados em 1937, embora tenham recebido o nome “coronavírus” — que faz referência a seu perfil microscópico em formato de coroa — apenas em 1965. A maioria das pessoas entra em contato com diferentes coronavírus comuns ao longo da vida e, apesar disso, nem todos causam doenças graves.

O novo agente do coronavírus, que tem causado tantos transtornos pelo mundo, foi descoberto em dezembro de 2019 após os casos registrados na China, sendo identificado como SARS-Cov-2. A doença causada por ele é identificada como COVID-19, e pode causar doenças graves e com impacto relevante à saúde pública. Os principais sintomas apresentados por um indivíduo infectado por coronavírus são de ordem respiratória, e incluem:

  • Febre;
  • Tosse;
  • Dificuldade para respirar;
  • Dor no peite, em alguns casos;
  • Cansaço.

Como ocorre a transmissão?

Conforme foi citado, a transmissão do coronavírus ocorre pelo ar ou por meio do contato direto com secreções contaminadas. Nesse sentido, é importante ficar atento ao lidar com gotículas de saliva, catarros, espirros, tosse, contato pessoal próximo e até mesmo contato com superfícies ou objetos que possam estar contaminados. Trata-se de uma doença apontada como menos transmissível que a gripe comum.

Como é feito o diagnóstico do coronavírus?

O diagnóstico da doença é feito a partir da coleta de materiais respiratórios, por meio da aspiração de vias aéreas ou indução de escarro. São necessárias duas amostras, que serão encaminhadas a um laboratório de referência do Ministério da Saúde e avaliadas no que diz respeito a sua biologia molecular e análise de metagenômica.

Caso a doença seja confirmada, os pacientes considerados graves devem ser encaminhados para isolamento e tratamento em um hospital de referência. Casos leves, por outro lado, devem ser acompanhados pela chamada Atenção Primária em Saúde juntamente com medidas de precaução familiar.

Como é o tratamento da doença?

De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda não há cura e um tratamento medicamentoso definido para o novo coronavírus. Por enquanto, portanto, o recomendado é repouso e consumo de bastante água para que o corpo se mantenha hidratado e reaja à infecção de maneira satisfatória. Podem ser adotadas medidas para aliviar os sintomas, tais como uso de remédios para controle da febre e analgésicos.

Apesar de ainda não existir um tratamento específico, procurar ajuda médica assim que os sintomas da doença se manifestarem é fundamental. Com isso, é possível obter um diagnóstico preciso, receber as orientações profissionais mais adequadas e, aliás, ajudar diretamente no controle da doença em âmbito da saúde pública.

Como o uso de EPIs pode ajudar na proteção contra o coronavírus?

As máscaras cirúrgicas são Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) que bloqueiam partículas e gotículas, impedindo assim a contaminação por meio das vias respiratórias. Este é um dispositivo classificado como um dos EPIs descartáveis, cujo uso é recomendado especialmente para os profissionais que atuam em aviões, navios, fronteiras ou outros postos que os coloquem em contato direto com viajantes.

Caso esses profissionais precisem encostar nos passageiros ou em sua bagagem — no caso de inspeções de segurança, por exemplo — a recomendação é utilizar também luvas descartáveis. Se houver relatos de casos suspeitos, entretanto, a quantidade de EPIs recomendados aumenta e são incluídos também o avental e o óculos de proteção entre os dispositivos de segurança recomendados pela Anvisa.

Além do uso de EPIs para proteção contra o coronavírus, o Ministério da Saúde recomenda que sejam adotados cuidados básicos para reduzir as chances de contágio por infecções respiratórias. Entre as medidas recomendadas, podemos destacar:

  • Higienizar as mãos frequentemente com água e sabão;
  • Evitar tocar os olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência e por diferentes pessoas;
  • Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir.

Profissionais de saúde precisam de cuidados específicos?

Com a confirmação do primeiro caso de coronavírus em território brasileiro, a população, assim como os profissionais de saúde, devem ficar mais alertas para as medidas preventivas e para detecção precoce da doença. Nesse sentido, continuam valendo as recomendações preventivas citadas acima, além de cuidados específicos que devem ser divulgados pelo Ministério do Trabalho nos próximos dias.

Além disso, ao entrar em contato com um caso suspeito de coronavírus, enfermeiros, médicos e demais profissionais que atuam na área da saúde devem utilizar as medidas padrão do Ministério da Saúde para precaução de contato e gotículas. As orientações podem ser encontradas no Boletim Epidemiológico 03.

O uso de EPIs para proteção contra o coronavírus, sobretudo das máscaras descartáveis, pode ser recomendado para a população em geral caso o País passe a registrar uma transmissão ativa do agente, e não apenas em casos de pessoas que viajaram para o exterior. Se o indivíduo precisar ficar em contato com o paciente infectado por um tempo mais prolongado — no caso de parentes do doente ou situações de isolamento, por exemplo —, as máscaras do tipo N95 podem ser mais indicadas.

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