Estoque de EPIs e Covid-19: impacto na Segurança do Trabalho

estoque de EPIs

Junto com o distanciamento social, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é uma das principais formas de se proteger contra o novo coronavírus, que causa uma doença respiratória com potencial para se tornar grave e até mortal. Como resultado, o estoque de EPIs se tornou uma preocupação em todo o mundo, especialmente se levarmos em consideração que a recomendação é que toda a população utilize pelo menos a máscara respiratória.

Uma vez que a principal forma de contágio da Covid-19 é pelo ar ou pelo contato direto com secreções contaminadas, os EPIs apontados como essenciais para conter o avanço da doença entre a população são a máscara (que bloqueia as gotículas e partículas) e a luva de proteção (que impede o contato das mãos com superfícies contaminadas). Esses dois dispositivos, portanto, passaram a ser muito procurados por consumidores de todo o mundo.

No Brasil, a Covid-19 chegou oficialmente no final de fevereiro de 2020 (embora especialistas acreditem na possibilidade de o vírus estar circulando no País desde o mês anterior). Desde então, o Ministério da Saúde, as empresas e a população têm se movimentado no sentido de adquirir os EPIs apontados como essenciais para a contenção do avanço da doença dentro do território nacional.

A princípio, o uso da máscara respiratória era recomendado apenas para profissionais da área da saúde e pacientes com sintomas da doença — uma medida que visava principalmente impedir que as outras pessoas esgotassem o estoque de EPIs disponíveis e deixassem quem realmente precisava sem acesso aos dispositivos. Entretanto, com o crescimento das contaminações pelo mundo, o uso de máscaras se tornou obrigatório em diversas cidades.

EPIs para Covid-19 x Segurança do Trabalho

Por mais que a contenção da epidemia do novo coronavírus seja essencial para a saúde pública, o uso de Equipamentos de Proteção Individual para a prevenção desta doença pode trazer consequências preocupantes para diversos setores de trabalho. Isso porque alguns desses EPIs figuram entre os dispositivos obrigatórios para muitas empresas, que podem então passar a enfrentar uma escassez dos produtos no mercado.

As máscaras de proteção respiratória descartáveis, por exemplo, são um item obrigatório em áreas da indústria farmacêutica, alimentícia, hospitalar e laboratorial. Seu uso tem o intuito de criar uma barreira física para impedir a propagação de bactérias e demais microrganismos que podem ser expelidos pela boca ou vias respiratórias, impedindo assim a contaminação dos produtos e garantir o máximo de segurança e higiene para os consumidores.

É importante ter em mente que todos os setores citados figuram entre os chamados serviços essenciais, ou seja: sua atuação não foi pausada durante a quarentena estabelecida para conter a pandemia justamente porque os produtos gerados são necessários para a sobrevivência populacional. Sem o estoque adequado dos EPIs considerados obrigatórios, entretanto, a continuidade desses serviços fica comprometida.

Este mesmo alerta vale para as luvas de proteção e para os aventais de segurança, que também são itens igualmente necessários para diversos setores produtivos. Para deixar muitas empresas ainda mais preocupadas, vale destacar que muitas fábricas responsáveis pela produção das principais matérias-primas para os EPIs ficam localizadas na China, o epicentro da crise do Covid-19.

Muitas cidades chinesas decretaram o chamado lockdown, que consiste no bloqueio total das atividades. Isso significa que diversas fábricas precisaram parar por algumas semanas, comprometendo assim a produção de EPIs em todo o mundo. Embora tenha sido uma medida necessária, não deixa de ser preocupante para a Segurança do Trabalho de diversos segmentos.

Uso racional de EPIs e recuperação

O Brasil ainda não atingiu seu pico de contágio, e o cenário tende a piorar nas próximas semanas. Em outras palavras, ainda não há expectativas definidas a respeito da normalização do estoque de EPIs ou da economia de modo geral. Enquanto isso, é fundamental que todos os setores que utilizam máscaras de proteção respiratória e luvas evitem o desperdício desses itens e incentivem o uso correto dos dispositivos.

O uso racional dos equipamentos de proteção, portanto, deve ser uma realidade para todos os profissionais das áreas que obrigatoriamente utilizam esses itens de segurança. Nesse sentido, cabe às empresas orientar os colaboradores a respeito da maneira correta de colocar, usar e remover os EPIs recomendados. Além disso, é importante que todos saibam quando a utilização não é indicada, evitando desperdícios e falsa sensação de segurança.

No âmbito da prevenção e controle da disseminação do novo coronavírus, o Ministério da Saúde tem publicado as recomendações de EPIs a serem utilizados de acordo com cada ambiente do hospital e tipo de atividade. Ainda no âmbito da Covid-19, a recomendação de uso racional de EPIs pode incluir medidas como:

  • Cancelar procedimentos eletivos e que não são urgentes;
  • Considerar a substituição de EPIs descartáveis por itens reutilizáveis, se cabível;
  • Priorizar o funcionamento de áreas fundamentais;
  • Manter uma planilha de controle de EPIs para uma correta administração dos processos.

Máscaras de pano são EPIs?

Para contornar a escassez de EPIs associada à pandemia de Covid-19, muitas pessoas têm optado pela utilização de máscaras de pano para se proteger da doença. Esta é uma medida ainda questionada por muitos especialistas, que afirmam não ser possível ter a certeza de que o tecido possui a mesma capacidade de filtrar o vírus — podendo, em muitos casos, até acumular mais umidade e microrganismos.

Levando isso em consideração, o uso das máscaras de pano não é recomendado para os profissionais de saúde, que obviamente ficarão mais protegidos ao utilizar um EPI que foi desenvolvido especialmente para garantir o bloquei de partículas contaminantes e utiliza materiais específicos para este fim. Entretanto, para a população em geral, este tipo de máscara tem sido considerado eficiente para evitar uma contaminação pelo novo coronavírus.

Apesar disso, é importante ter em mente que o uso das máscaras de pano não deixa os indivíduos imunes à Covid-19. Em outras palavras, é preciso combinar o uso deste item aos demais cuidados preventivos — que incluem o distanciamento social e o cuidado com a higienização das mãos e superfícies. Assim, a população não compromete o estoque de EPIs durante a pandemia e ainda se mantém segura.

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