Luvas de látex são proibidas em cozinhas dos EUA: entenda

Luvas de látex

As luvas de látex são fabricadas em borracha natural e se caracterizam por ser um Equipamento de Proteção Individual (EPI) bastante acessível, confortável e maleável. Além disso, este é um dispositivo que se ajusta facilmente à mão do usuário e fornece uma eficiente barreira de proteção para profissionais de diferentes áreas de atuação, mas sem comprometer sua sensibilidade tátil.

Embora as luvas de látex ofereçam as inúmeras vantagens citadas acima, este EPI apresenta dois pontos negativos que são determinantes para que seu uso demande atenção especial. Primeiramente, é preciso destacar que o látex é um material menos resistente em comparação aos que são comumente encontrados em outros modelos de luva de proteção, como por exemplo a nitrila ou o vinil.

Em segundo lugar, vale lembrar que uma grande parcela da população que atualmente apresenta alergia ao látex. Por isso, é essencial que o uso deste EPI seja feito sempre de maneira cuidadosa: é preciso que o trabalhador não tenha reação ao material e, nos casos em que o dispositivo é usado para procedimentos na área de saúde e pedicure, é importante saber previamente que o cliente também não é alérgico.

Proibição de luvas de látex em restaurantes dos EUA

Nos Estados Unidos, atualmente pelo menos seis estados já contam com a proibição ao uso das luvas de látex em restaurantes e demais serviços de alimentação. Esta é uma medida que foi adotada justamente por causa do grande número de indivíduos alérgicos ao material, visto que um total estimado de 6% de toda a população estadunidense (o equivalente a aproximadamente 20 milhões de pessoas) tem reações ao entrar em contato com látex.

No Brasil, por enquanto esta proibição não existe — embora uma grande parcela da população também seja alérgica ao material dessas luvas. Por mais que o látex possa ser usado no varejo em geral, o que inclui restaurantes e estabelecimentos que lidam com comida, desde 2016 há uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que impõe a existência de uma advertência a respeito da presença de materiais potencialmente alergênicos.

Ainda não existem estudos que comprovem que o látex, ao ser usado por um profissional para manusear alimentos, seja capaz de migrar para o item a ponto de gerar reações alérgicas no consumidor. Apesar disso, as regras da Anvisa exigem que seja incluído o recado de que o produto pode conter látex natural — a proibição nos Estados Unidos também carrega este mesmo caráter preventivo ao consumidor, além de servir para proteger os trabalhadores.

Quais materiais podem ser utilizados em vez do látex?

Para substituir o uso de látex, o ideal é que sejam utilizados materiais considerados hipoalergênicos. Os principais deles são:

Vinil

Conhecido também como policloreto de vinil, a vinila é um material econômico, mas que oferece baixa elasticidade. Sua principal indicação de uso é na produção de massas e chocolates, bem como nas indústrias alimentícias em geral.

Nitrila

Esta é uma excelente opção para indivíduos que apresentam sensibilidade alérgica à borracha natural, oferecendo alta resistência química e ótima resistência à gordura animal. Além disso, a nitrila possui boa elasticidade, sendo comumente utilizada em frigoríficos e indústrias alimentícias em geral.

Neoprene

O chamado Neoprene é o resultado da combinação de uma fatia de borracha expandida sob alta pressão e temperatura com revestimentos em tecido. Trata-se de um material resistente a produtos químicos como ácidos orgânicos, solventes e hidrocarbonetos, além de proporcionar resistência mecânica e conforto térmico ao usuário.

Polietileno

Este é um polímero simples e de baixo custo, que oferece boa resistência a umidade e gorduras.

A importância das luvas de proteção no setor alimentício

As luvas são Equipamentos de Proteção Individual indispensáveis para diversos segmentos profissionais, protegendo as mãos do usuário contra riscos associados à alta ou baixa temperatura, bem como perfurações, cortes, solda e demais agentes químicos, físicos e biológicos. No setor alimentício, sua função não é diferente e o uso das luvas é essencial para:

  • Proteger o trabalhador de respingos de produtos químicos;
  • Impedir queimaduras e contato com itens frios demais;
  • Conferir proteção contra possíveis reações alérgicas a algum alimento ou substância;
  • Proteger as mãos de objetos perfurocortantes (como facas) e de impactos.

Ainda levando em consideração as particularidades do setor da alimentação, o uso das luvas de proteção é considerado uma medida que confere qualidade ao produto. Isso porque o EPI é capaz de prevenir contaminações, protegendo tanto o alimento do contato com as mãos do trabalhador quanto impedindo que o profissional seja contaminado por alguma substância que pode estar presente no alimento que está sendo manipulado.

Uma vez que existem diferentes modelos e tipos de luvas de proteção, a escolha pelo melhor modelo para cada ambiente laboral deve levar em consideração diferentes aspectos. Um deles, certamente, é a existência de sensibilidade alérgica por parte de algum colaborador que precisa obrigatoriamente realizar suas tarefas com a luva.

Para processos da indústria alimentícia que exigem contato com substâncias químicas, o ideal é que sejam utilizadas luvas nitrílicas — já que oferecem alta resistência a produtos químicos, boa flexibilidade e são de fácil manuseio. Para atividades que envolvem o uso de facas ou outros instrumentos cortantes, por outro lado, é preciso escolher as opções de EPI que conferem resistência a cortes.

Outros EPIs para quem lida com alimentos

Dependendo das características do trabalho e do ambiente laboral, existem ainda outros EPIs para cozinha industrial que podem ser essenciais para trabalhadores do setor alimentício em geral. São eles:

  • Botas de segurança;
  • Uniformes com proteção térmica;
  • Protetor auricular;
  • Avental de segurança;
  • Respiradores;
  • Mangotes.

Vale lembrar que o oferecimento gratuito dos Equipamentos de Proteção Individual é uma obrigação dos empregadores, que também precisam criar uma política de conscientização e treinamento para as questões de segurança do trabalho.

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