Sinalização de segurança: conheça a importância

sinalização de segurança
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A Norma Regulamentadora 26 é responsável por descrever as regras de comunicação voltadas para segurança do trabalho.

A sinalização de segurança é um tipo de Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) que é inegavelmente de extrema importância para preservar a saúde de todos no ambiente de trabalho. Em outras palavras, sua aplicação visa proteger mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Isso é possível porque o uso de sinais visuais oferece alertas e orientações a respeito dos riscos existentes no local, servindo tanto para profissionais quanto para visitantes.

Embora o termo “sinalização de segurança” nos faça pensar imediatamente em placas com sinais gráficos, este EPC vai muito além. Isso porque a sinalização é composta por um conjunto de estímulos informativos que podem ser transmitidos por meio de cores, figuras, barreiras e até mesmo objetos específicos (cones e fita zebrada, por exemplo).

Uma sinalização bem planejada permite que as pessoas transitem em ambientes desconhecidos de maneira segura e eficiente. Trata-se, portanto, de um dispositivo que é essencial não apenas para ambientes de trabalho que oferecem algum risco, mas para garantir a proteção de todos em situações emergenciais — como incêndios ou falta de energia elétrica.

NR 26 sobre sinalização de segurança

A Norma Regulamentadora 26 (NR 26) é responsável por descrever as regras de comunicação voltada para segurança do trabalho. Com a finalidade de prezar pela proteção dos profissionais e gestores, esta NR foi publicada pela primeira vez em 1978, e passou por diversas atualizações desde então.

A ideia é que a padronização dos símbolos, cores e formas estipuladas pela Norma permita a transmissão de informações claras e de fácil compreensão, reduzindo assim erros de interpretação e minimizando riscos. Se todas as empresas adotarem essas regras, portanto, elas estarão de acordo com a legislação determinada pelo Ministério do Trabalho e ainda criarão um ambiente em que todos saibam como agir de maneira preventiva.  

Sinalização por cores

A Norma Regulamentadora 26 determina o uso de cores para alertar a respeito dos riscos existentes, bem como indicar a necessidade do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), delimitação de áreas, apontar métodos de prevenção a acidentes e advertir sobre a presença de canalizações usadas para a condução de líquidos e gases. A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de garantir a segurança e, apesar de sua necessidade, deve ser usada de forma reduzida — de modo a não causar distrações ou confusões.

Dentre as principais cores previstas pela NR 26, as principais e que merecem destaque são:

  • Vermelho: indica equipamentos e aparelhos destinados à proteção e combate à incêndios. É, portanto, utilizado para identificar alarmes de incêndio, hidrantes, extintores e sistemas de dispersão de água;
  • Amarelo: significa “cuidado”, sendo utilizado para identificar locais de risco, tais como plataformas sem corrimão, parapeitos e outras situações que demandam alerta;
  • Preto: indica a presença de canalizações de produtos inflamáveis, assim como de combustíveis de alta viscosidade;
  • Branco: aponta passarelas e corredores de circulação, sendo utilizado por meio de faixas e sinais. Pode ser aplicado também para indicar a localização de bebedouros, coletores de resíduos, equipamentos de socorro e zonas de segurança;
  • Verde: é a cor da segurança e, por isso, deve ser utilizada em caixas contendo máscaras contra gases, chuveiros de segurança, macas, equipamentos de socorro e demais dispositivos de segurança;
  • Laranja: empregado em canalizações que contém ácidos, bem como em partes móveis de equipamentos e maquinário de grande porte, dispositivos de corte e faces externas de polias e engrenagens;
  • Cinza: o cinza claro indica canalizações em vácuo, enquanto o cinza escuro aponta eletrodutos;
  • Roxo/púrpura: indica a presença de radiações eletromagnéticas e partículas nucleares.

Classificações e rotulagem

A NR 36 determina, ainda, que os produtos químicos devem ser devidamente identificados como perigosos à segurança ou saúde dos profissionais. Isso é necessário porque a tendência é que os produtos não identificados sejam manipulados de maneira incorreta ou imprudente, levando à ocorrência de acidentes como explosões, incêndios e derramamentos.

Como consequência, o trabalhador fica sujeito a queimaduras, intoxicações e outros problemas de saúde. Além disso, estas embalagens podem acabar sendo descartadas da maneira incorreta, causando problemas ambientais graves. Para evitar este tipo de situação, portanto, todos os produtos químicos devem ser rotulados de acordo com um documento criado pela ONU e que padroniza as informações de risco em todo o mundo.

Vale lembrar que dever do empregador assegurar que os trabalhadores tenham acesso aos dados de segurança dos produtos químicos utilizados no local de trabalho. Também é necessário que os profissionais recebam treinamento para compreender a rotulagem preventiva, a ficha com dados de segurança do produto e as medidas de uso seguro da substância.

Sinalização de segurança: como fazer?

Para que a sinalização de segurança seja eficiente, além de seguir os padrões estabelecidos pela NR 26, é necessário que ela seja posicionada de maneira estratégica nas áreas de trabalho. Isso significa que as placas e demais itens devem ficar em locais de alta visibilidade e permitam uma comunicação imediata e clara.

Existem situações em que pode ser necessário incrementar a sinalização de segurança com luz ou até mesmo alertas sonoros, e pode haver ainda riscos temporários que precisam ser apontados apenas por um período de tempo. No caso de sinalizações de obstáculos e locais perigosos, é preciso que elas sejam localizadas de maneira a antecipar o perigo para que o trabalhador tenha consciência do que o espera no ambiente.

Sinais de obrigação, de perigo e de emergência

A sinalização de segurança pode ser classificada de acordo com seu tipo, facilitando tanto sua identificação como permitindo que os gestores saibam quando usar cada um dos avisos. Os sinais de obrigação, para começar, indicam ações ou situações que os trabalhadores devem obrigatoriamente usar Equipamento de Proteção Individual para evitar acidentes de trabalho ou minimizar suas consequências.

A sinalização de emergência, por outro lado, serve para apontar saídas de emergência, direções de fuga e evacuação e equipamentos a serem utilizados em situações emergenciais. Por fim, a sinalização de perigo é usada em áreas que exigem precaução, cautela ou atenção por conta da existência de um perigo no ambiente — como objeto de alta tensão, piso escorregadio ou substância potencialmente perigosa.

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